Esse povo foi, definitivamente, o mais organizado do Oriente Antigo. Seu exército baseava-se no recrutamento de camponeses a priori, tornando-se uma força permanente constituída de soldados de longo prazo, quase permanentes. Com o crescimento do Império, soldados estrangeiros e também assírios tiveram de ser alistados.
Dentro dessa organização não havia apenas soldados, mas também engenheiros, cavaleiros, corpos de carreta e por fim, a infantaria, composta por lanceiros, fundibulários (veja imagem ao lado) e arqueiros. Antes de iniciarem uma campanha utilizavam espiões e o conhecimento topográfico das áreas a serem tomadas.
Sua política era de aterrorização, devastavam, matavam a sangue frio, escravizavam e se vangloriavam dos feitos. Queimavam cidades ou as inundavam, cortavam as cabeças de seus inimigos e as amontoava em pirâmides, ou fincavam-nas em seteiras. Esfolavam pessoas vivas, as cegava, empalavam-nas ou sepultavam-nas vivas. Muitos eram mutilados e deixados no sol para morrerem lentamente. Sacrificavam virgens e crianças para oferecerem-nas em holocausto.
Mesmo assim, suas guerras não eram suas únicas preocupações, sua população era repleta de camponeses que trabalhavam cultivando a terra, fazendo da agricultura o elemento mais importante de sua economia. A maioria das terras era do rei e dos sacerdotes, fazendo dos camponeses, predominantemente, servos. As colheitas incluíam grãos, tâmaras, uvas, legumes e temperos. Os animais eram criados por donos de grandes terras, e basicamente os bois eram usados para a aragem e os cavalos para guerra e caça.
O comércio e a indústria não eram tão interessantes e era deixado na mão de estrangeiros, no entanto, a mineração gerava forte lucro para a família real assíria, do mesmo modo que a guerra, que era como um negócio. O grupo mais abastado da sociedade era a família real, os nobres e os sacerdotes. Em seguida vinham os ricos mercadores, os proprietários de terra e os artesãos e por fim, os servos e escravos.
As mulheres da sociedade ficavam sob absoluto controle de seus respectivos maridos, considerados como proprietários legais de suas esposas. O mundo assírio, assim como o de vários povos vizinhos, era patriarcal e totalmente masculinizado.
Não obstante os ambiciosos esforços dos reis assírios para fazer de Khalcu ou Nínive grandes centros culturais autônomos, os resultados, ao que parece, foram decepcionantes.