A vasta região compreendida entre o vale do alto Tigre e as bacias inferiores do Grande e do Pequeno Zab. A planície, que tem como centro a atual Mossul, não difere da paisagem constumeira, mesmo que em Mossul chova o dobro que em Bagdá. Mas, nos vales, o clima é bem diverso e os invernos são rigorosos; desaparecem as palmeiras, dando lugar a bosques de carvalhos e plátanos, e os riachos alimentam verdes pastos. Zona de fronteira, era também aberta a todas as incursões dos montanheses, de um lado, e dos beduínos, de outro, mas aqui, a população, mais rude e combativa, logo aprendeu a fazer-se respeitar.
Os antiqüíssimos príncipes das poucas cidades ali existentes eram também Ensi, mas se chamavam, na língua local, Ichakku. Conhecemos os nomes de alguns destes, que viveram entre 2500 e 2000 a.e.c.: Itti, Ellicapcapu, Ichpia, Quiquia e nomes que não são nem sumérios nem acadianos nem indo-europeus, mas talvez hurritas. Mas havia também semitas e colônias sumérias, como Nínive (chamada, de início, Ghana-qui). Mesmo a cidade principal, Assur, nos primeiros tempos se escrevia Auchar, que é uma palavra suméria (“Planície das Águas”).
Ichpa construiu em Assur um templo chamado “Casa da montanha dos Países” e Quiquia, pouco antes de 2000 a.e.c., fortificou a cidade de sólidas muralhas.
Durante a III dinastia de Ur, também Assur tinha enriquecido, reservando-se o monopólio de todo o comércio do norte, que, se estendia até Canech, bem a uns 750 quilômetros de distância, onde se exportavam tecidos e se importavam animais e metais.
Com a queda de Ur, Assur não se alarmou, e simplesmente substituiu com seus próprios soldados os presídios armados sobre as vias de caravanas que se dirigiam ao seu país. Não tiveram outros problemas com os amorritas: dado o caráter espinhoso de seus habitantes, os xeques, depois de algumas escaramuças, entenderam que era melhor não insistir. Assim, o Subartu foi a única região da Mesopotâmia a não ser invadida e continuou tranquilamente a desenvolver o seu próprio comércio.
O “Ichakku” Ilushuma, cerca de 1880 a.e.c., preferiu fazer-se chamar “Rei de Assur”, onde construiu um grande templo para Ishtar e poderosas fortificações. Pôde escrever ter “restaurado a liberdade dos acadianos” até Nippur e Ur. Com esta frase convencional pretendia dizer que tinha conseguido reduzir os tributos daquelas cidades.
Seu filo Erichum e os sucessores, Icunum e Sargão, continuaram, imperturbados, os lucrativos negócios. O poder financeiro de Assur sofreu uma brusca interrupção por causas externas, quando os hititas se estabeleceram na Ásia Menor. Estrangulados desta maneira, a decadência foi rápida, e Naram-Sin de Echunna pôde em breve englobar Assur nos próprios domínios, mas só por uns 5 anos. Depois do que as crônicas registram uma insurreição nacionalista, em seguida à qual os insurretos colocaram sobre o trono um compatriota, o jovem Erichum II.