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HISTÓRIA DA ASSÍRIA
 
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Período Médio Assírio
1400 - 1197 a.e.c.
 
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Referências Bibliográficas

A decadência do Período Médio Assírio | Referências Bibliográficas

 

Assur, enquanto durou o reino de Mitanni, teve de aceitar ser vassalo, mas não se conformou nunca. Por várias vezes tentou sacudir do dorso o jugo dos vizinhos, e uma destas vezes coincidiu com a página mais negra de sua história. Podemos reconstruir o que aconteceu lendo os anais do faraó Tutmósis III que nos contam que, ao encontrar as forças mitanicas a barrar-lhe o passo, colocou-as em fuga "como cabras sobre os montes". Os anais não dizem qual foi o rei derrotado, mas com toda possibilidade foi Sauchatar (cerca de 1470 - 1440 a.e.c.). Talvez como conseqüência disto, Assur, com demasiada autoconfiança e na ilusão de reconquistar sua autonomia, rebelou-se abertamente. Mas suas premissas eram errôneas: de fato, Sauchatar precipitou-se sobre Assur, assediou-a, conquistou-a, abateu seus muros e voltou para Vachuganni, assoberbado com seus tesouros.

Vencida mas não domada, a irrequieta Assur continua a morder o freio também quando Mitanni e o Egito se aliam, desfrutando todos os sinais de afrouxamento dos controles, arquitetando obscuros movimentos com Babel ou com quem quer que possa fornercer-lhes ajuda. Sabemos que o príncipe Assur-bel-nichechu reconstruiu, sem fazer alarde, os muros de sua cidade destruída havia menos de vinte anos e que Assur-nadin-akhkhe II (1403-1392 a.e.c.), dirigiu-se diretamente a Amenhotep III para obter o financiamento, suscitando a ira do fogoso Burnaburiach II que se opôs aos dois. Assim, o faraó enviou a Assur vinte talentos de Ouro.

O grande momento chega com a morte de Tuchratta: o príncipe Ereba-Adad, aliado aos montanheses invade a região de Mitanni, saqueia-a, chega a Vachuganni e retoma seus tesouros. A facção pró-assíria confia graciosamente a Ereba-Adad os notáveis da anti-Assíria, que foram de imediato condenados ao suplício da empalação. Mas os hititas não aprovam, e se dedicam a restabelecer a situação anterior, sem todavia, tocar em Assur.

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A Decadência do Período Médio Assírio

O Assassínio de Tukulti-Ninurta assinalou o início de lutas internas, se não o fim do império assírio. Assur-nadin-apli, executado o parricídio, não soube depois fazer nada mais, mesmo porque reinou só quatro ou cinco anos (1209-1205 a.e.c.) e deixou o trono ao não mesmo inepto Adad-Nirari III (1205-1199 a.e.c.).

Agigantava-se o seu colega babilônio Adad-chum-ussur (1223-1193 a.e.c.) que se permitia escrever ao rei da Assíria frases como : “Te é dado de volta o cérebro”, o que faz supor que Assur fosse de novo vassala de Babel. Situação particularmente desagradável ao terceiro sucessor de Tukulti-Ninurta, Ellil-cudur-ussur (1199-1194 a.e.c.) que, reunidas as suas tropas, marchou sobre Babel. Adad-chum-ussur derrotou-o em batalha campal e tirou-lhe a vida. Depois do que as tropas assírias retiraram-se, acicatadas pelo inimigo até Assur, cujo estado de assédio cessou só depois do pagamento de um elevado resgate.

Sobre o trono de Assur foi posto Ninurta-apal-ecur (1194-1181 a.e.c.) que, durante as desordens em sua pátria, estivera refugiado em Babel, da qual, evidentemente, permaneceu fiel vassalo. Ele, e depois o filho Assur-Dan I (1181-1135 a.e.c.) preferiram sobretudo novas e grandiosas obras internas, mas não dispondo de meios financeiros adequados, deixaram-nas incompletas. Sabemos que Assur-dan demoliu, para reconstruí-lo maior e mais suntuoso, um templo na capital, mas depois não encontrou o dinheiro para encetar o ambicioso projeto.

Por cerca de trinta anos não se observam acontecimentos notáveis, e assim pode-se supor que a vida tenha se desenvolvido muito tranquilamente em Babel sob os fortes governos de Milichipak (1193-1178 a.e.c.) e de Marduk-apal-iddina (1178-1165 a.e.c.).

Enquanto a Assíria está inerte, Babilônia atinge grande prosperidade sobretudo sob o segundo dos dois reis, ao menos a julgar pelo número de construções e restaurações de templos, e pelas significativas doações de extensíssimos territórios aos nobres. Mas estas têm um objetivo bem preciso: tais territórios se encontravam quase todos sobre a margem direita do Tigre, e Marduk-apal-iddina pretendia com isto garantir a absoluta fidelidade do Elam, tido agora como o único e perigoso inimigo da Babilônia.

 
Referências Bibliográficas

ARBORIO, A. M. Federico. Dos sumérios a babel - a Mesopotâmia: São Paulo, Hemus, 2004.

Assur-uballit I | 1366 - 1330 a.e.c. | Sede de Governo: Assur
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COMENTÁRIOS
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wallace muito legal o site aprendi muita coisa
rj
Postado em:
22/05/2010 - 21:44h
   
Shanara Peixoto (Historiadora) Ótimo site...Ajudou muito para me fazer um seminário da exuberante cidade antiga de Nínive!
Campo Alegre de Goiás - GO
Postado em:
18/05/2010 - 12:43h
   
Jorge Eduardo, Dr. Parabens . Esse site é excelente. Jorge Eduardo
São Paulo
Postado em:
05/03/2010 - 16:29h
   
Maria Lemos Os assírios foram um povo bárbaro.
São J. Rio Preto - SP
Postado em:
16/01/2010 - 17:18h
   
Paulo José A ferocidade Assíria provinha do culto do seu deus saguinário Assu. Exemplo clássico de como a religião influência a cultura de um povo.
Anápolis - GO
Postado em:
16/01/2010 - 17:11h
   
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