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Porto Alegre, BR - 06/09/2010
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"Desconfio de quem nunca me pediu nada. Geralmente, aqueles que se sentam à mesa sem apetite são os que mais comem..."
Getúlio Dorneles Vargas
Portal Templodeapolo.net // História // Civilização Assíria Ver IP SEU IP: 38.107.191.85
Quem foi o maior Rei Assírio?
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Linha do Tempo
 
 
Civilização Assíria - Assur - Mesopotâmia - Shamshi-adad I - Assur-uballit I
Concepção artística de Assur - Setor Norte
Civilização Assíria - Assur - Mesopotâmia - Shamshi-adad I - Assur-uballit I
Concepção Artística de Assur
Civilização Assíria - Assur - Mesopotâmia - Zigurate de Assur - Shamshi-adad I - Assur-uballit I
Ruínas do Zigurate de Assur
Civilização Assíria - Mesopotâmia - Rio Tigre - Assur - Shamshi-adad I
Rio Tigre na altura de Assur
Civilização Assíria - Mesopotâmia - Assur - Shamshi-adad I - Assur-uballit I
Ruínas da cidade de Assur
 
08m 23s
Após um importante descoberta, arqueólogos europeus confirmaram certa veracidade histórica dos relatos bíblicos, sobretudo, aqueles compilados pelos judeus em contato com culturas ancestrais na babilônia.
Mesopotamia - Parte 01
Arqueologia bíblica
10m 22s
Os assírios foram um dos povos mais ferozes da história da humanidade, suas atrocidades bem como as crueldades na guerra marcaram a história do homem. Não obstante, esse povo influenciou profundamente a cultura de seus vizinhos em seu tempo, sendo superados apenas pela rival, Babilônia, que sob o comando do rei Nabopolassar, pôs um fim ao império assírio.
Civilização Assíria -
07m 44s
Desde os sumérios e semitas, a escrita pictográfia foi se desenvolvendo até se tornar o modelo usado pelos reis assírios.
Escrita Pictográfica Assíria -

 

 

1815 - 1782 a.e.c.
Shamshi-Adad I
Periodo Assírio Antigo
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Sede de Governo:
Assur
Antecessor:
Erichum II 1820-1815 a.e.c.
Sucessor:
Ichme-Dagan 1782-1742
 
Imprimir Texto Referências Bibliográficas
 

Shamshi-Adad, poupado à carnificina de Terca, com um punhado de valorosos, refugiou-se em Ecallatum, à espera de um momento que lhe fosse favorável. Quando se apresentou a ocasião, “Shamshi-Adad, filho de Ilacabcabu, no tempo de Naram-Sin de Echunna (...) avançou, livrou-se de Erichum e subiu ele mesmo ao trono. Mas o reino de Assur, em dificuldades, não podia garantir-lhe um suficiente poderia financeiro, e pensou em apossar-se também de Mari.

Na rebelião palaciana contra Iakhdun-Lim, percebem-se claramente as suas súbdolas manobras. De fato, Shamshi-Adad não deixa escapar a oportunidade, e cai sobre Mari. Passa ao fim da espada todos os príncipes, salvo o afortunado Zimri-Lim; faz prisioneiras as princesas, que leva para Assur, confiando-as ao mestre de música, para que aprendam a cantar e tocar. Apossa-se do país e nomeia vice-rei de Mari seu segundogênito, Iachmakh-Abad.

Existe uma intensa correspondência entre o ativíssimo Shamshi-Adad e o jovem filho, que considerava seu encargo como uma agradável sinecura. E o pai não pouca suas críticas. Leiamos algumas dessas cartas:

“A propósito do meu enviado de Dilmun, escreveste-me que entrou na casa de um mercador para roubar e que , descoberto, foi surrado, e por isto não pudeste enviar-mo. Está bem que o açoites, mas não poderá cavalgar um anos? Já te mandei enviar-mo há vinte dias! Quanto ao cobre, está bem; a caravana o trará aqui em etapas de 10 ou 20 horas duplas (...) mas primeiro devem separá-lo acuradamente da escória, lavá-lo, dividi-lo e prover à relação. E mais uma coisa: há um carregamento de sésamo atrasado; organiza imediatamente os asnos para o transporte”.

E mais:

No que concerne às barcas, faz construir 60: coloco à tua disposição o meu armador Silliea, mas apressa-te, não se pode ser assim tão negligente! O Ano Novo está perto, e logo os hóspedes de Echunna. Manda-me logo os teus carros e parelhas, com todos os ornatos em ordem. Depois da festa, os devolverei, mas apressa-te!”.

Logo depois, reforça a dose:

“Quanto a ti, até quando devo suportar-te como um enfatuado? Quando aprenderás por fim a dirigir a tua casa? Não vês teu irmão, que já comanda os exércitos? Ele já matou um chefe inimigo, enquanto tu estás sempre entre as mulheres” (...) já é hora que tu também faças um nome como o do teu irmão Ichme-Dagan”.

Na correspondência com o primogênito, que residia em Ecallatum, o tom muda totalmente:

Escreveste-me dizendo ter conquistado Tillabnim e ter poupado seus habitantes. Bravo, tua decisão vale um talento de ouro!”

Não devemos nos iludir com a magnanimidade de Shamshi-Adad; eis uma outra carta:

Procura os filhos de Uilanum que se encontram contigo, que te ordenei os mantivesse como reféns em vista de uma possível aliança com Uilanum. A aliança é impossível, mata-os todos na mesma noite; nada de honras militares e cerimônias; prepara as tumbas e os enterra”.

Para  Shamshi-Adad, Mari representava uma janela aberta para o mundo. Dado Echunna e Larsa eram demasiado fortes, e daquele lado a expansão não era possível, o rei se lançou para o oeste e ali encontrou caminho desimpedido e estendeu uma fina rede de alianças com as cidades tradicionalmente ligadas a Mari por diversos interesses: Carchemish, Harran, Halab (Alepo), Hama (Hamath). Com o rei de Catna se aparentou, obtendo a mão de sua filha para Iachmakh-Adad.

Em seu império, porém, não devia ter muitos amigos, porque procurou cativar as simpatias dos súditos erigindo em Assur um grande templo  a Enlil. Mas, por via das dúvidas, fez construir a própria capital perto de Nisibin.

Garantiu para si o título de “Rei do Mundo”, visando igualar a fama de Sargão, o Grande ou de Naram-Sin. Teria tido também as qualidades para ter sucesso com isto, se não lhe faltasse a têmpera do conquistador. Foi antes um grande organizador e hábil diplomata e, eventualmente, bom militar. Suas batalhas foram diretas sobretudo contra os montanheses, particularmente contras as perigosas tribos dos Turuquis. Os seus dotes diplomáticos lhe foram úteis no que concernia às hostis e numerosas tribos da estirpe de Bem-Iamin (ou “Filhos do Sul”), que tinham o seu centro na região de Harran: à mínima afronta, punham-se sob as bandeiras do inimigo, qualquer que fosse.

Notável legislador, introduz um novo tipo de arado que se mostrou de grande utilidade para o incremento das colheitas. Depois, tento necessidade de bons artesãos, que eram muito raros, proibiu-lhes abandonar o país, mas, entrementes, fez que fossem muito bem pagos.

Morreu doente, depois de mais de trinta anos de reinado, em 1783 a.e.c. Quem mais se sentiu aliviado com isso foi Echunna, que refez o próprio calendário, fazendo-o começar com o “Ano em que morreu Shamshi-Adad”. Em compensação, para celebrar sua grandeza, serão  os futuros reis da Assíria os quais, se bem que ele tivesse sito um estrangeiro, o consideraram sempre seu antepassado, e fundador do poderio de Assur.

 
 
Referências Bibliográficas

ARBORIO, A. M. Federico. Dos sumérios a babel - a Mesopotâmia: São Paulo, Hemus, 2004.

Shamshi-Adad I | 1815 - 1782 a.e.c. | Sede de Governo: Assur
Shamshi-Adad I
Shamshi-Adad, poupado à carnificina de Terca, com um punhado de valorosos, refugiou-se em Ecallatum, à espera de um momento que lhe fosse favorável. Quando se apresentou a ocasião, “Shamshi-Adad, filho de Ilacabcabu, no tempo de Naram-Sin de Echunna (...) avançou, livrou-se de Erichum e subiu ele mesmo ao trono. Mas o ...
   
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Adad-nirari I | 1308 - 1276 a.e.c. | Sede de Governo: Assur
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Adad-nirari III | 806 - 782 a.e.c. | Sede de Governo: Nimrud
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Salmanassar IV | 782-772 a.e.c. | Sede de Governo: Nimrud
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Assur-dan III | 772 - 754 a.e.c. | Sede de Governo: Nimrud
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Assur-nirari V | 754 - 746 a.e.c. | Sede de Governo: Nimrud
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Sennakerib | 705 - 681 a.e.c. | Sede de Governo: Nínive
Sennakerib
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Assarhaddon | 681 - 669 a.e.c. | Sede de Governo: Nínive
Assarhaddon
Para evitar qualquer equivoco, em 761 a.e.c. Sennakerib quer sancionar oficialmente a própria escolha, e reunido a Conselho de Estado e todos os príncipes do império, impõe-lhes com rito solene a juramento de fidelidade ao futuro rei Assarhaddon, prometendo que as perjuros seriam perseguidos por uma longa série de cast...
   
Assurbanipal II | 669 - 627 a.e.c. | Sede de Governo: Nínive
Assurbanipal II
Em seus relatos sobre a campanha do Elam, Assurbanipal não menciona nunca o irmão, Shamash-Shumukin, nem o apoio que é lógico supor que este tivesse oferecido naquela ocasião. Ao contrário, nas inscrições daquela época afirma te cumulado o “Rei de Babel” e seus súditos com presentes e infinitos benefícios. Todavia decl...
   
 
COMENTÁRIOS
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wallace muito legal o site aprendi muita coisa
rj
Postado em:

22/05/2010 - 21:44h

   
Shanara Peixoto (Historiadora) Ótimo site...Ajudou muito para me fazer um seminário da exuberante cidade antiga de Nínive!
Campo Alegre de Goiás - GO
Postado em:

18/05/2010 - 12:43h

   
Jorge Eduardo, Dr. Parabens . Esse site é excelente. Jorge Eduardo
São Paulo
Postado em:

05/03/2010 - 16:29h

   
Maria Lemos Os assírios foram um povo bárbaro.
São J. Rio Preto - SP
Postado em:

16/01/2010 - 17:18h

   
Paulo José A ferocidade Assíria provinha do culto do seu deus saguinário Assu. Exemplo clássico de como a religião influência a cultura de um povo.
Anápolis - GO
Postado em:

16/01/2010 - 17:11h

   
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