A Política Interna de Tiglath-pileser | A desagregação do império assírio | Referências Bibliográficas
Se bem que tanto Assur-rech-ichi quanto seu colega babilônio Marduk-nadin-akhkhi pouco se importassem com o título de “Rei das Quatro Partes do Mundo”, quem verdadeiramente esteve com as cartas na mão para assumi-lo foi seu filho Tukulti-apal-Echarra. Muito mais conhecido sob o nome bíblico de Tiglath-pileser (ou “Teglatfalassar”), considerado o fundador do novo império assírio, destinado a tomar-se a maior potência militar do mundo.
Dos seus cinco primeiros anos de reinado, a partir de 1117 a.e.c., sabemos quase tudo graças a um prisma de argila cheio de inscrições que Tiglath-pileser I fez colocar, em quatro cópias, nos quatro cantos do templo de Anu em Assur, como testemunha duradoura de suas empresas. Para sorte dele e nossa, mostraram-se duradouras sobretudo as inscrições das quais se deduz que Tiglath-pileser tinha a marca do dominador:
“Tukulti-apal-Echana, poderoso Rei do Mundo, que não tem iguais, Rei das Quatro Partes do Mundo, Rei de todos os príncipes; Senhor dos Senhores, Condutor dos exércitos, Rei dos Reis, Excelso Sacerdote (...) que ocupa longínquas regiões além dos confins no setentrião e no meridião (...) que se precipita sobre o inimigo com a violência do furacão (...) que submete os inimigos de Assur”. E prossegue: “Combati contra 6O reis e trouxe triunfais vitórias; ajuntei outros países ao país do deus Assur, e ao seu povo, outros povos (,. .). No total, desde o princípio do meu reino, conquistei 42 países e seus príncipes (...) nas regiões das mais remotas montanhas (...) recebi resgates e tributos (...) e impedi quase qualquer invasão hostil. Eu, Tukulti-apal-Echarra, o excelso, o valoroso”.
Depois deste preâmbulo, que não deixa dúvidas sobre a eficiência do personagem, Tiglath-pileser dá informações detalhadas, ano a ano, de seus feitas fulgurantes.
Mal tendo subido ao trono, parte com um destacamento de forças para deter uma perigosíssima incursão dos muchqui, “que ninguém antes de mim ousou assaltar”, os quais, guiados por cinco príncipes, com um golpe de mão tinham se apoderado de Cummukh (Comagena). Os desbarata e faz 6OOO prisioneiros. Mas dá também uma cruel lição às cidades que, por medo dos muchqui, recusaram-se pagar tributo a Assur: “saqueia-as e tratei-as a ferro e a fogo”. Depois persegue uma parte do povo que tinha encontrado refúgio na cidade de Chirich, conquista-a “e enche de cadáveres o rio e os montes”.
Executa também represália contra os curkhi (curdos) que tinham dado mão forte aos muchqui. Aqui, outra grande vitória: seu rei, Quiliantiru, é feito prisioneiro. Atravessado a Tigre, assalta uma outra praça forte dos curdos; a população foge, aterrada e ao príncipe comandante só resta espontaneamente render-se, consignando ao vencedor “6O chapas de cobre, uma taça e um vaso de bronze, 12O homens, bois e animais pequenos”. Por fim, empenha-se numa brava campanha sobre os montes de Urartu, ao sul do lago Van. Aqui, entre as pedras, seus carros são inúteis. Tiglath-pileser decide abandoná-los e prossegue a pé, sendo igualmente vitorioso.
“No segundo ano, impus o férreo jugo de minha senhoria” a duas cidades do Subartu que se tinham rebelado; marcha contra Amurru para punir duas outras cidades “que com violência tornaram algumas cidades de Subartu. “Quando tiveram noticia de minha expedição contra Subartu, 4 OOO habitantes de Cachca e Uruma se submeteram espontaneamente e abraçaram meus joelhos. Conduzi-os com seus haveres e 12O carros e agreguei-os ao meu povo”. Segue a segunda expedição de consolidação em Cummukh.
No terceiro ano, está de novo em Urartu, “no amplo país de Curkhi. Montanhas altíssimas, jamais visitadas por nenhum Rei. Marchei através de gargantas impenetráveis (...) que tinham picos agudos como punhais e que impediam a passagem dos carros”. Pelo que Tiglath-pileser desistiu mais uma vez e “escalei os cumes Íngremes”. Os curdos foram derrotados na planície do Asutabguich e 25 de suas cidades foram arrasadas. As outras populações circunstantes, vendo que as coisas estavam mal paradas, apressaram-se a submeter-se enquanto a rei assírio vence “as tropas de Sarauch e do Ammauch sobre o monte Aruma”.
Depois do que, “no meu poder com o qual venci os Inimigos, retomei os meus carros (...) e conquistei, em menos do meio dia, a cidade de Muraddach e a sua fortaleza, fiz butim de seus deuses e das suas riquezas, 6O chapas e 3O talentos do cobre”.
Depois, cumpre outra incursão contra os curdos, entre os quais destrói numerosas cidades.
No quarto ano, “marchei no território dos Akhlamu, inimigos de Assur, meu Senhor, da região do Sukhi até Carchemich na terra do Khatti (hititas). Cruzei com barcas feitas do peles o Eufrates (...) e saí contra os distantes países do Mar Superior, que não queriam submeter-se (...) até o país do Khatti, e os saqueei. Superei picos inacessíveis, despenhadeiros escarpados. Ultrapassei 16 altíssimos montes (segue-se a lista dos nomes, entre is quais, reconhecíveis, o Ilama e a Amadana), construí excelentes pontes para passagem de minhas tropas. Vinte e três reis se uniram em seus países e se enfileiraram, desafiando-me para batalha.
Com o ímpeto de minhas fortes armas eu os derrotei (...) e tomei em meio ao combate 12O carros e persegui 6O príncipes da terra do Nairi que vieram em sua ajuda até o Mar Superior, conquistei suas cidades fortificadas (...) e capturei uma multidão de cavalos, mulas, potros e todo a gado (...): 12OO cavalos, 1OOO bois.
No quinto ano, está de nova na Síria, e depois contra “Mussri e Cumani”.
“Dirigi-me para o país de Mussri e o conquistei em toda a sua extensão, derrotei as suas armadas, queimei suas cidades, devastei-o, destruí-o. As tropas de Cumani vieram em ajuda do país do Mussri. Combati contra eles sobre as montanhas e as coloquei em fuga, cercando-os na cidade do Arini, aos pés do monte Aisa; cerquei-a mas não a destruí, impondo-lhe apenas resgates e tributos”.
Depois, em represália, penetra na terra de Cumani e a devasta, atingindo por fim a sua capital, Quibchuna, que se rende sem opor resistência.
“O cumano aterrorizou-se com o violento assalto da minha batalha e abraçou meus pés: poupei-lhe a vida, mas impus que desmantelasse suas grandes muralhas (...) e que eliminasse 3OO famílias de rebeldes que habitavam a cidade e que se haviam recusado a submeter-se. Aceitei os reféns e impus novos tributos colocando a meus pés a vasta terra de Cumani em toda sua extensão”.
Os primeiros cinco anos do reinado de Tiglath-pileser foram assim, do ponto de vista dele, passados magnificamente. As suas conquistas podem fascinar, mesmo que apenas pela esplendida imodéstia com que nos dá conta. Acreditamos em sua palavra, mas é difícil traçar um mapa dos “42 países” conquistados pelo rei assírio. Os mussri habitavam a região dos montes do Amano; os cumanos, em torno do Anti-Tauro, donde Quibchuna poderia ter sido a Cumana da Capadócia. Os muchqui eram descendentes dos “Povos do Mar”, provavelmente frígios e trácios, que tinham se estabelecido na Anatólia. Quanto a Urartu, a “País do Nairi”, é a vasta região compreendida mais ou menos entre as fontes do Tigre e a margem sul do lago Van. Os curdos se estendiam então mais para o norte, quase chegando ao atual Curdistão.
Do panorama, se bem que genérico, que resulta, parece certo que “nenhum rei anterior” tinha colocado em ação tamanha massa de campanhas numa extensão territorial de tal amplitude. Líder excepcional, habilíssimo em desferir batalhas sobre qualquer tipo de terreno, tinha, evidentemente, à sua disposição um formidável e adestrado exército, munido dos recursos bélicos mais “modernos”.
Sobre os anos sucessivos do seu reinado, temos documentos muito mais insignificantes, escassos e díspares. O osso mais duro do roer foram os arameus, ou akhlamu, contra quem teve de encetar umas 28 expedições; porém os akhlamu se revelaram um inimigo invencível. Com efeito, possuíam uma “arma secreta”, que eram os camelos, de que se valiam como cavalgadura. Sobre estes animais assaltavam as caravanas e possivelmente as aldeias e cidades, e se retiravam velozmente através do deserto, onde nem cavalos, nem carros, nem exércitos podiam alcançá-los.
Quanto a mais importante das “Partes do Mundo”, a Babilônia, ainda não tinha aborrecido Tiglath-pileser e ele nunca se ocupara dela, mas a um certo ponto, irritou-o irremediavelmente. Conhecemos os precedentes por uma fonte posterior de cinco séculos, com a assinatura de Sennakerib, que afirma:
“Tirei de Cadinghirra (Babel) e levei para Ecallatum as estátuas de Ramman e de sua esposa Chala que Marduk-nadin-akhkhi, Rei do País de Acádia, no tempo de Tukulti-apal-Echarra, Rei de Assur, tinha rapinado e transferido para Cadinghirra”.
O que induzira Marduk-nadin-akhkhi a saquear Ecallatum, não sabemos, e tampouco sabemos onde tenha se localizado Ecallatum. Sabemos, no entanto, qual foi a resposta de Tiglath-pileser: invade Babilônia, conquista Dur-Curigalzu, Sippar, Babel e outras cidades; saqueia-as, trata-as a ferro e fogo, e anexa a parte setentrional do reino. Mas não comete o erro de Tukulti-Ninurta: os templos são deixados inteiros.
Entre uma guerra e outra, Tiglath-pileser dedicava-se apaixonadamente a seu hobby preferido, a caça grossa, e de seus safaris somos por ele mesmo triunfalmente informados, como de suas batalhas. Eis alguns relatos:
‘Pela vontade do Ninurta, meu protetor, com o meu poderoso arco, férrea lança e aceradas flechas, matei dez formidáveis elefantes perto das margens do Khabur e quatro capturei vivos”.
“Por ordem do Ninurta, o meu Senhor, com coração valoroso e heróica luta, estando a pé, matei 12O leões e outros 8OO abordo do meu carro de guerra. Animais de presa e voláteis de todo gênero foram meu butim de caça”.
A presa mais insólita e importante lhe coube na Fenícia; aqui, logo depois de suas vitórias nos territórios vizinhos, Arvad, Simira e talvez inclusive Biblos, Tiro e Sidon, apressaram-se em externar ao conquistador ato de submissão. Assim, para conservar a sua estima, organizaram uma partida de pesca em alto-mar, durante a qual Tiglath-pileser pegou um “nakhiru”. Este termo significa “aquele que sopra pelo nariz”, podendo tratar-se de um narval ou até uma baleia.
Durante as caçadas não deixava de capturar animais vivos, os quais eram transportados para Assur e alojados num imponente jardim zoológico. O Egito, na época militarmente fraquíssimo, não podia fazer nada para se opor ao perigoso avanço do império assírio sobre suas fronteiras. Limitou-se a incrementar o zoológico de Assur, enviando-lhe, em gracioso dom, um crocodilo vivo.
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A Política Interna de Tiglath-pileser
Tiglath-pileser não foi só um conquistador, mas representou para a Assíria o que Hammurabi foi para Babilônia; ativíssimo organizador, ocupou-se do tudo. O grande jardim zoológico não é senão um particular exótico de embelezamento da sua cidade. Muitas outras atenções dedicou, por exemplo, a agricultura:
“Retirei das terras a mim submetidas cedros e madeira do urcasinu e allacu (não se sabe de que árvores se trata) que ninguém, no meu tempo, tinha cultivado, e as transplantei nos jardins de minha terra, onde fiz crescer preciosas árvores frutíferas que em meu país não existiam”.
Para ampliar as colheitas, cuidou particularmente da produção de arados e “fiz reedificar em toda Assíria armazéns e celeiros e acrescentei muito trigo ao que estava acumulado pelos meus País”. E conclui, satisfeito: “Aumentei o bem-estar dos meus povos e os fiz viver tranqüilos em suas casas”.
Ao incremento da agricultura acresceu uma intensa atividade de construtor:
“Restaurei e construí palácios, residências reais nas grandes cidades fortificadas de minhas fronteiras, que desde o tempo de meus avós estavam abandonadas e estavam decadentes ou em ruínas. Reforcei os muros decadentes de meu país. Terminei a construção do templo do Ishtar (em Assur) erguido por Shamshi-Adad e que Assur-dan tinha demolido, mas não reconstruído; o templo ao deus Martu (Adad); o templo de In-Labarra; restaurei os numerosos templos da minha cidade que estavam para desabar (...). Refiz as portas de entrada, e para lá levei os deuses, meus Senhores (...). Naquele tempo retirei marfim e pedras preciosas dos montes de Nairi, que com a ajuda do deus Assur conquistei, e os depositei no templo do deus por todos os dias do porvir”.
Como Hammurabi, quis dar ao país uma legislação unitária; para o direito penal adotou seu código, mas, se possível, interpondo sanções ainda mais bárbaras. Às costumeiras penas corporais, acrescenta o corte dos dedos, das orelhas, do lábio inferior, a castração, o cegamento e a destruição das feições com piche quente. No que concerne à condição da mulher, alguns florilégios:
· “A mulher que retire um objeto da casa do marido doente ou defunto é considerada uma ladra e será morta juntamente com aquele que comprar o objeto”;
· “O adultério é punido com a morte da mulher infiel e do seu amante;
· “Se um homem quiser abandonar a própria mulher, se assim o quiser, poderá dar-lhe alguma coisa; se não o desejar, que não lhe dê nada e ela deverá ir-se de mãos vazias”;
· “Se o marido for perdido na guerra, a mulher, mesmo que em condições pobres, deverá esperá-lo por 5 anos, antes de ser declarada livre”.
Este soberano preocupou-se também em colocar um pouco do ordem no próprio palácio, estabelecendo meticulosos procedimentos protocolares e obrigações específicas para cada funcionário da sua imensa corte. Quem ousasse escutar as conversas ou as brigas das damas do palácio era punido com 1OO chicotadas e um certo período de trabalhos servis.
Tiglath-pileser, além de grande general e notável político, era também pessoa culta e, pelo que sabemos, foi o primeiro soberano assírio a constituir uma biblioteca. Pelo costume hitita, fez escrever anais de que já demos algumas amostras acima.
Quanta à Babilônia, o desinteresse de Tiglath-pileser por tantos anos não é casual: Babel, sob Marduk-nadin-akhkhi era demasiado forte e o rei assírio, satisfeito com o seu imenso império ao norte, não considerou conveniente embarcar numa empresa de sucesso duvidoso. Por outro lado, o saque de Ecallatum não foi, seguramente, um ato extemporâneo, mas uma resposta bem dirigida de Babel a qualquer penetração de Tiglath-pileser durante as campanhas contra os akhlamu ou interferências nos seus interesses em algumas cidades conquistadas. É também significativo saber que a “represália” assíria não foi imediata, mas aconteceu só dois anos depois do casus belli Um documento de Tiglath-pileser descreve sua trágica conclusão:
“Conquistei as grandes cidades da Babilônia (...) causal mortandade ao inimigo, em Babel me apoderei dos palácios do rei Marduk-nadin-akhkhi, destruí-os com o fogo e transportei os seus tesouros. Dei batalha duas vezes com os carros de guerra a Marduk-nadin-akhkhi e o matei”.
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A desagregação do império assíriode
A morte de Marduk-nadin-akhkhi abre para Babilônia e Assíria um obscuro período de decadência que durou mais ou menos dais séculos.
Em Babel, sobe ao trono Marduk-chapik-zeri (1O84-1O71 a.e.c.) ao passo que poucos anos depois morria em Assur o grande Tiglath-pileser, ao qual sucederam os dois filhos, Achared-apal-ecur, que reinou dois anos, e depois Assur-bel-cala, que reinou uns vinte anos (1O76-1O58 a.e.c.)
Sobre as relações entre Babel e Assur neste período, temos, da Crônica Sincronística, dois testemunhos discordantes; a primeiro afirma:
“No tempo de Marduk-chapik-zeri, Rei de Carduniach, e de Assur-bel-cala, Rei da Assíria, eles estabeleceram boas relações e paz perfeita entre si”.
O segundo, por outra lado:
“Assur-bel-cala tomou de Marduk-chapik-zeri o seu país e colocou a reinar ali a Adad-apal-iddina. Assur-bel-cala tomou como esposa a filha de Adad-apal-iddina e com o seu rico dote levou-a para a Assíria”.
Mas, não obstante o apoio assírio, este Adad-apal-iddina não soube manter-se no trono usurpado dado que, pouco depois, nele encontramos de novo um rei de nome claramente babilônio, Nabu-chum-ichcun, provavelmente filho de Marduk-chapik-zeri. Depois, ignoramos quase tudo, exceto os nomes dos reis, até que aparece em cena um tal Shamash-Shinak (1O28-1O1O a.e.c.), talvez cassita, fundador da assim chamada “Segunda Dinastia dos Países do Mar”, isto é, do Shumer. Foi um século de evidente confusão; porém, Nabu-uquin-apli (98O-944 a.e.c.) parece ter conseguido colocar um pouco de ordem no caos.
Entrementes, na Assíria encontramos três reis no espaço de vinte anos, e depois Assur-rabi II (1O14-973 a.e.c.) e um Tiglath-pileser II (98O-935 a.e.c.).
Estes últimos tiveram de dispender todas as suas energias em procurar deter o avanço de uma nova potência, a dos arameus. Organizadíssimos militarmente, e reforçados continuamente com tropas frescas provenientes da Arábia, os arameus operavam incursões em grande escala pela Mesopotâmia e Síria, em ondas sucessivas, fundando muitos pequenos Estados. Tentaram até agredir Babilônia e mesmo a Assíria, que se defendeu bem, mas perdeu todo o seu império.
Assur-dan II (935-912 a.e.c.) decidido a refazer-se, empenhou-se encarniçadamente em duas frentes, contra os arameus de um lado, e os montanheses, de outro. Desenvolveu-se uma atroz guerrilha em que os assírios mostraram toda sua ferocidade: execuções em massa, assassinatos de mulheres e crianças, empalamentos, fogueiras. Os montanheses e os arameus, naquela ocasião, não ficaram atrás. O que provocou uma decadência generalizada, inclusive na agricultura. Assur-dan II se gaba de ter dado um jeito de devolver às suas terras muitas famílias que, por causa da fome, haviam precisado emigrar.